Repensando Comportamentos

Semana passada tive a ótima oportunidade de fazer um bate-papo com um grupo de alunos do Curso de Letras da Unime. Foi uma experiência excelente. Conversamos sobre a relação entre novas tecnologias e mudanças comportamentais da sociedade. O mais legal foi que não direcionamos o contexto da apresentação para a parte da tecnologia em sí. Discutimos sobre como estas coisas afetam a forma de ensinar e aprender. Totalmente excepcional!

Dificuldades no Ensino

O grupo participou bastante e fizemos várias discussões legais sobre como as escolas tradicionais (ou escolas 1.0) – principalmente as municipais e estaduais – contribuem negativamente para a inovação na forma dos professores se relacionarem com os alunos no processo de aprendizado. Falamos sobre o tabu que existe no uso de tecnologia, internet e em especial as redes sociais como ferramentas de aprendizado.

O grupo relatou também as dificuldades do uso da tecnologia na rede municipal e estadual em função da falta de computadores, que muitas vezes estão lá, porém desligados ou encaixotados, pois não existe verba (ou interesse dos gestores) para ligá-os. Lamentável.

Fiquei contente (e triste ao mesmo tempo) em ver que muitas pessoas, assim como eu, estão incomodadas com o processo de ensino tradicional e  insatisfeitas com o pensamento retrógrado dos gestores educacionais, tanto na forma de ensinar quanto na forma de tratar os seus professores. Professores estes, que além de mal pagos, não são reconhecidos e não têm autonomia para realizar coisas novas (que dão mais trabalho, mas que agregam muiiiito mais valor).

Levantando do Sofá

Falei sobre uma analogia que gosto muito, que é a do sofá velho: Existe um grupo de pessoas (na minha opinião, grupo este quantitativamente significativo) que se sente como se estivesse sentada em um sofá velho. O sofá incomoda muito: tem alguns rasgos que ficam soltando pedaços de espuma, tem algumas parte duras que doem as costas, uma parte afundada que nos deixa desconfortáveis… Porém, por mais incômodo que seja, estas pessoas não trocam de sofá. Elas não trocam pois isto daria muito trabalho. É necessário se levantar, sair para pesquisar preço de um um novo sofá com um preço adequado, buscar uma transportadora para trazer o sofá até em casa, doar o sofá velho, etc.

Este incômodo constante se refere à inúmeros aspectos: vida pessoal, vida amorosa, crenças, família e, muitas vezes, vida profissional. Especificamente sobre vida profissional, o incômodo leva a questionamentos como “Estou na profissão/empresa/emprego correto?”, “Sou realmente um bom profissional?”. Porém, por maiores que sejam os questionamentos, eles são deixados de lado pois dá muito trabalho tentar resolvê-los.

Fizemos uma discussão muito produtiva sobre este comportamento e suas implicações, e saímos do bate-papo com o compromisso de levantarmos do sofá e tratarmos de algumas coisas que nos incomodam e que podem melhorar a vida de muitas pessoas! Será um projeto bem bacana. Aguardem! 🙂

Compartilho aqui os slides da apresentação

E você? Não vai levantar do sofá também não?

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